Entrevistas

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Camila Nicolau

E para o dia de hoje, nada melhor que uma entrevista com a super atleta multisport e corredora de aventura Camila Nicolau!

Ela é paulistana, mas já rodou o mundo competindo e desbravando. Há 4 anos vive em Brasília, onde juntamente com o atleta e treinador Guilherme Pahl fundou a Oficina Multisport, única assessoria esportiva do DF especializada em corrida em trilha e esportes de aventura. Uma verdadeira candanga, que ajuda a construir a cultura outdoor no Planalto Central!

Entre suas principais conquistas estão:

  • 4o. lugar na final do Campeonato Mundial de Corrida de Aventura de 2008 com a equipe Oskalunga/DF;
  • Campeã da Expedición Guarani 2015 - corrida de aventura de 600km realizada no Paraguai - com a equipe Adidas Terrex;
  • Tricampeã do Brasília Multisport (2009, 2012 e 2013);
  • Melhor resultado de atleta brasileiro no Coast to Coast (campeonato mundial de Multisport realizado anualmente na Nova Zelândia) - 5o. lugar em 2013, além de várias colocações top10 em outros anos;
  • Bicampeã da maratona Ecocross (2013/2015)

Ela é sem sombra de dúvida um dos maiores exemplos da força da mulher na corrida de aventura.

Divirtam-se!

FELIZ DIA DAS MULHERES AVENTUREIRAS!!!

Entrevista com Camila Nicolau no Dia das Mulheres 2016 (8 de março)

B.O.A.: O que você fazia de esporte antes da sua primeira corrida de aventura? Como você descobriu a corrida de aventura? Por que ficou com vontade de fazer esse esporte que muita gente (talvez com razão) acha que é coisa de maluco?

Camila: Eu sempre pratiquei bastante esporte, com 8 anos, minha mãe e eu vimos um anúncio para fazer rafting e fomos conhecer, nós gostamos muito e começamos a praticar. Durante toda minha adolescência fui migrando dentro da modalidade canoagem, além do rafting, comecei a descer rios de caiaque, joguei caiaque pólo (tipo um pólo aquático, mas jogado em caiaques na piscina), participei do primeiro campeonato no Brasil de canoa havaiana... Mais uma vez incentivada pela minha mãe conheci a corrida de aventura, ela havia feito uma prova (isso mesmo! Minha mãe iniciou na corrida de aventura antes de mim!) e achou o máximo me chamando para a próxima, na época eu mal sabia pedalar e não gostava de correr, fui como equipe de apoio a uma só para entender como era e achei muito legal. Treinei 2 meses e fui fazer a minha primeira prova com dois amigos da faculdade. Foi incrível!! Acabamos em 63o. de 72 equipes, mas isso pouco importou para nós, a experiência que vivemos foi enriquecedora e ali achei o esporte que mudaria a minha vida.

B.O.A.: Quando vc começou vc morava em São Paulo... morou na Nova Zelândia também, e está há quatro anos morando em Brasília. O que você acha que Brasília tem de tão especial pra ter gerado tantos grandes nomes dos esportes de endurance, seja na aventura, no triathlon ou na maratona?

Camila: São Paulo não é o lugar ideal para se praticar quase nenhum esporte, quanto mais a corrida de aventura. Fazia milagre para manter uma rotina mínima de treinos. Eu gosto de São Paulo porque lá estão meus amigos e minha família, dentre outras coisas legais, mas para construir uma vida gostaria de estar mais em contato com a natureza. Quando fui para Nova Zelândia foi para competir no Coast to Coast, ganhei a viagem toda quando venci o Brasilia Multisport em 2009, já conhecia o país e era apaixonada por lá, estava recém formada na faculdade e resolvi ficar! Foram dois anos incríveis onde evolui muito como atleta. Quando retornei, sabia que não iria morar novamente em São Paulo e comecei a namorar o Gui, então vim para Brasília. Brasília é uma mistura de cidade grande com cidade pequena. Tem estrutura e ao mesmo tempo ótimos locais de treino, essa junção cria grandes atletas. Os treinos são sempre de qualidade e podemos sair de casa correndo e em menos de 20' já estar em alguma trilha bacana e em contato com a natureza.

Camila Nicolau remando

B.O.A.: Quando criança você sonhava em ser atleta? De qual esporte? Em que momento você descobriu que tinha potencial para se tornar uma das melhores atletas multisport do mundo? O que fez para transformar esse potencial em realidade?

Camila: Não me imaginava como atleta, me formei em arquitetura e gostava muito de desenhar. A corrida de aventura une aspectos do esporte e do dia-a-dia da vida, é um esporte diferente. Não visa somente o físico e o mental de não desistir, vai muito além disso! Existe trabalho em equipe e convivência intensa com seus companheiros, a navegação que nos faz usar a cabeça e não só sair correndo por ai, muita estratégia, tomadas de decisão... enfim, é análoga à vida mesmo. Me tornei uma pessoa mais plena com esse esporte. Não nasci com nenhum talento e nada de especial, conquistei resultados com muito esforço e disciplina!

B.O.A.: Como surgiu a ideia de transmitir os conhecimentos que você acumulou, em toda essa carreira vitoriosa, para jovens atletas e iniciantes, através da Oficina Multisport?

Camila: Para nós, Gui e eu, o conhecimento acumulado e as experiencias vividas foram muito importantes em nossas vidas, mas sentíamos falta de compartilhar esses conhecimentos e a Oficina surgiu a partir daí. Para nós, ter clientes e ganhar dinheiro fica em segundo plano, queremos que mais pessoas possam, através da corrida em trilha, buscar um estilo de vida mais saudável e sustentável para os dias de hoje. Além de esportes a Oficina estimula seus clientes a consumir produtos menos industrializados, a ter consciência do futuro que desejam deixar para as próximas gerações e muitas outras pequenas coisas que juntas, transformam!

B.O.A.: Deixe um recado pra galera que vai experimentar a corrida de aventura pela primeira vez no Brasília Outdoor Adventure!

Camila: Meu recado é: Não percam essa oportunidade! Não tenham medo de tentar, de se aventurar, de errar (na navegação)! Isso é exatamente o que a corrida de aventura te proporciona e é único! Vencer cada obstáculo durante a prova será muito recompensador na linha de chegada!

 

Bárbara Bomfim

Começamos a nossa série com a primeira parte da entrevista com Bárbara Bomfim, atleta brasiliense da formação original da lendária equipe Oskalunga.

Hoje ela mora nos Estados Unidos, onde está concluindo o seu doutorado em Engenharia Florestal, e compete pela equipe espanhola Columbia Oncosec Vidaraid, com quem foi duas vezes vice-campeã do mundo e líder do ranking mundial durante todo o ano de 2015.

No currículo estão 3 vitórias no Ecomotion (única atleta a obter tal marca) e várias conquistas em outras provas de expedição do circuito mundial, com distâncias de 400 a 700km e duração média de uma semana.

A menina é bruta ou não é!? Vamos ver o que ela tem pra dizer pra gente!

Entrevista com a atleta Bárbara Bomfim (Parte 1 de 2) - 1o. de março de 2016

B.O.A.: O que você fazia de esporte antes da sua primeira corrida de aventura? Como você descobriu a corrida de aventura? Por que ficou com vontade de fazer esse esporte que muita gente (talvez com razão) acha que é coisa de maluco?

Bárbara: Minha primeira prova de corrida de aventura foi em 2000, em Pirenópolis. Antes disso, praticava esportes por lazer mesmo. Havia comecado a fazer trilhas de MTB por Brasília (mais precisamente no Jardim Botânico) em 99 e assim me apaixonei por esportes ao ar livre. Desde sempre pratiquei esportes como natação, capoeira, corrida e musculação, kit básico de quem só quer manter a saúde e o peso (necessário para quem é filha de goiana com mineiro). Ouvi falar dessa tal de corrida de aventura pelo Monclair (Cammarota, com quem viria a fundar a equipe Oskalunga). Estava eu na biblioteca da UnB estudando para o vestibular com minha parceira inseparável de aventuras e estudos, Flávia, com nossos capacetes em cima da mesa (pois a gente já era do pedal) quando chega um cara, também com capacete, e pergunta se a gente pedala. A melhor resposta deveria ter sido não, direção defensiva. Mas como a gente é legal e do pedal, respondemos: sim!! Ele então disse que se chamava Monclair e que estava procurando uma atleta para fazer parte de sua equipe em uma corrida de aventura em Pirenópolis. Mas o que é corrida de aventura? Então ele me deu sua explicação básica e ficamos achando o máximo aquela prova que tem um pouco de tudo, mas quase tudo é surpresa. Cavalo, bike, trekking e rapel juntos, realmente nunca tinha ouvido nisso falar não. Fiquei pilhadassa mas também sabia que havia começado a pedalar em trilhas havia pouco tempo, assim não tinha tanta experiência (na verdade nenhuma) em pedalar em trilhas de verdade, como em Piri. Então sugeri a ele procurar a Ju (Julyana Machado), pois ela já tinha ido competir no Iron Biker e tinha mais experiência em trilhas. Eu acabei me juntando com o Adolfinho e o Cyro para competir também nessa prova. Conseguimos ate patrocínio para bancar nossa inscrição! Claro que nos perdemos muito e foi uma aventura inesquecível. Depois disso entrei na Eng. Florestal e comecei a ajudar o Monclair nas disciplinas (hehe) e assim competimos no circuito brasileiro de corridas de aventura em 2001 com o Guilherme (Pahl).

B.O.A.: Você acha que o fato de morar em Brasília contribuiu para você se interessar pelo esporte? De que forma?

Bárbara: Quando comecei a pedalar mesmo por Brasilia (2000, 2001) era normal ver ciclistas no Eixão e em todas as principais vias da cidade. Não havia L4, a estrada que passava pela Vila Planalto era minha rota favorita para ir ao clube (Cota Mil). Acho que sim, morar em Brasilia parecia ser infinitamente melhor para pedalar comparado a São Paulo e Rio, pelo menos. Me joguei por várias trilhas com amigos e amigas e nao tínhamos medo de roubos de bike. Íamos pedalando para cachoeiras (Tororó, Poço Azul) sem problemas. Pedais para Chapada e Piri eram normais nos finais de semana. Aproveitei bastante essa fase de, talvez, menos violência no trânsito e assaltos a ciclistas. Assim, pude ir melhorando meu condicionamento em Brasilia enquanto também competia fora da capital, o que contribuiu muito também para minha evolução no esporte na época. O fato de o Lago Paranoá ser gigante e acessível também facilitou muito para minha evolução na canoagem. Comecei a remar com a Diana (quem não!?) quando a Canuí Canoagem estava no Iate Clube ainda. E fui mudando de clube em clube com ela até seu estabelecimento no Clube Naval. A Diana é com certeza a grande embaixadora da canoagem em Brasília e me proporcionou a oportunidade de aprender a remar, desde teco-teco ate o tão temido K1. Assim, ter o lago Paranoá mais estradas acessíveis para pedalar foram fundamentais ao longo dos anos de treinos competindo com Oskalunga Brasil Telecom. Correr é relativamente fácil em qualquer lugar, então a bike e a canoagem são melhores exemplos de como Brasilia é uma cidade propícia para treinos de multisport e corrida de aventura.

Barbara Bonfim pedalando

B.O.A.: Qual era a sensação de junto dos amigos da equipe Oskalunga, todos bastante jovens, rodar o Brasil inteiro de carro atrás de provas de aventura e ganhar quase tudo que aparecia pela frente?

Bárbara: Nossa, vivemos 50 anos em 5. Com certeza foram os melhores anos da minha vida! Não havia limites. Treinávamos duro, comiamos macarrão, viajávamos pelo menos duas vezes por mês (4 dentro de um golzinho) e dávamos o sangue em todas, todas as provas que disputávamos. Nessa época havia muitas provas com premiação boa em dinheiro. Assim podíamos ir a todas e tentar ganhar o máximo possivel. Isso nos custou um pouco fora da vida esportiva, claro. No meu caso, demorei 9 anos e meio para me formar em Eng. Florestal Emoticon smile Mas tudo valeu a pena demais!! Fizemos isso na época em que era possível. Não tínhamos tanto compromisso com contas para pagar e etc, assim planejávamos nosso calendário, treinávamos, viajávamos e nos divertíamos, simples assim. Era tranquilíssimo decidir numa quarta à noite competir em uma prova largando sábado de manhã no Paraná, indo de carro. Fazíamos as malas e saíamos no dia seguinte cedo. Dirigíamos horas e horas até o destino final. Dormíamos onde dava e largávamos no dia seguinte. Reserva de hotel? kkkkk! Voltávamos estourados, obviamente. Íamos pingando nos postos de gasolina, atacando a comida e pedindo enroladinho de salchicha (fizemos uma pesquisa nacional, informal, para avaliar quantas pessoas falam salsicha versus salchicha. Resultado: salchicha ganhou disparado). Sou muitíssimo grata por ter tido a oportunidade de viver tantos momentos incríveis com meus parceiros da Oskalunga (Monclair, Lico, Guilherme), nossos "agregados" na epoca (Fernandinha, Mirela, Kenny, PG, Manzan, Cami), além da Pati e do Chicão, melhores apoios do mundo, e todos com quem eu convivi durante os anos de Oskalunga. Digo de boca cheia que Brasilia é FÁBRICA de excelentes atletas!

Foto tirada por Telmo Ximenes na prova de MTB 100km do Cerrado de 2014.


Entrevista com a atleta Bárbara Bomfim (Parte 2 de 2) - 4 de Março de 2016.

B.O.A.: Quando criança você sonhava em ser atleta? De qual esporte? Em que momento você descobriu que tinha potencial para se tornar uma das melhores atletas do mundo? O que fez para transformar esse potencial em realidade?

Bárbara: Bem, nunca fui a melhor bailarina da minha turma. Outro dia encontrei meu boletim de balé numas gavetas la de casa e vi que minhas notas eram todas 5 (de 10). Nunca sonhei em ser atleta desde pequena. Minha mãe disse que a professora de educação física me elogiava, mas quais são as chances de um aluno elogiado por um professor de educacao física (em vôlei, basquete ou handball) ser atleta profissional? Quando fiz intercâmbio nos EUA, aos 16 anos, comecei a correr mais quilômetros e gostei. Me sentia bem quando voltava para casa. Então corri, corri e corri, mas era bem por diversão mesmo. Depois com a história do capacete na mesa da biblioteca que o mundo da corrida de aventura se abriu para mim. Foi bem por acaso mesmo. Eu tive a sorte de ter oportunidades para seguir competindo. Como comecei aos 18 anos pude seguir até hoje sem ter grandes interruções, fora as relacionadas aos meus estudos (Mestrado, Doutorado). Tento seguir combinando a vida acadêmica com corrida de aventura. Isso sim é uma grande aventura! Quando venci com Oskalunga (Diogo, Rafael, Lico e Eu) o Ecomotion 2011, vi que podia vencer muitas provas mais. Ganhar a primeira prova de expedição é muito difícil pois nós não acreditamos que é possível, mas é! O custo é um pouco alto e há muitas variáveis envolvidas, mas sim, é possível! Hoje só participo de corridas de aventura expedição (400 - 700 km) e as tenho muito bem desenhadas na minha cabeça, assim fica muito mais fácil conseguir um bom resultado. Sei quais são as principais variáveis que devem ser minuciosamente controladas para a equipe ter sucesso. A maioria das equipes ainda está se debatendo para separar bem as variáveis mais importantes. Cada equipe deve ou deveria ter sua própria fórmula, acredito, mas no geral todas variáveis deveriam ser bem parecidas entre equipes. Quando essas variáveis são bem estabelecidas e controladas, o resultado vem como consequência. Hoje tenho o desafio de seguir competindo enquanto aluna de doutorado na University of California at Davis. Desafio mega ultra master! Consegui dois vice-campeonatos mundiais de corrida de aventura nesse processo. Sorte? Sim! =)

Barbara Bonfim GoOutside Best 2014

B.O.A.: Você acha que o fato de praticar corrida de aventura também te trouxe benefícios fora do esporte, por exemplo na vida pessoal e profissional?

Bárbara: Só benefícios, com certeza! O melhor corredor de aventura é o mais "desmemoriado". Eu mesma. Esqueço facilmente as partes ruins desse processo. Profissionalmente, a opção pela vida acadêmica foi bem para poder ter mais liberdade em horários de treinos e viagens. Não sou muito do perfil de bater ponto, então sigo tentando fazer minha vida fora do universo "bater ponto". Tenho meus compromissos como todos, porem. Na vida pessoal, conheci pessoas e lugares maravilhosos por meio da corrida de aventura. Jamais teria viajado tanto se não fosse por meio das competições. Isso levo como o melhor de tudo desses anos de dedicação a esse esporte que pouca gente conhece, infelizmente. Sim, minha família também acha que eu faço triathlon...

B.O.A.: Deixe um recado pra galera que vai experimentar a corrida de aventura pela primeira vez no Brasília Outdoor Adventure!

Bárbara: Cuidado, é contagiante! As chances de você não querer parar mais sao enormes!! Brincadeira, você participante irá vivenciar uma das melhores experiências da sua vida, com toda certeza. Somos animais e nossos antepassados viviam em ambientes naturais que hoje transformamos em zonas urbanas e etc. A oportunidade de se conectar com a natureza, com a nossa natureza, traz benefícios emocionais e físicos. Não perca essa oportunidade de ouro de participar de uma corrida de aventura em Brasilia!

B.O.A.: E como está sua vida de atleta agora... está em alguma equipe? Quais as próximas provas? E os planos pro futuro?

Bárbara: Agora estou tendo que me dedicar um pouco mais ao meu Doutorado mas irei competir em breve na Patagônia Chilena, na etapa do ARWS (Adventure Race World Series) Tierra Viva. Lá irei a convite de uma equipe local e será uma oportunidade para voltar à forma depois de 1 ano desde minha última corrida de aventura longa. Em julho irei com minha equipe, Columbia Oncosec Vidaraid, a Expedición Guarani no Paraguai para tentar a vaga para o Campeonato Mundial em Novembro na Austrália. Este ano está especialmente difícil viabilizar competições no exterior pois quase nenhuma prova está oferecendo premiação, o que limita muito nossa participação em mais de uma etapa do ARWS. O futuro é sempre uma caixa de surpresas, né? Eu irei terminar meu doutorado em 2017 e voltarei ao Brasil. Corrida de aventura faz parte do meu estilo de vida. Assim, mesmo que eu não esteja competindo com frequência estou sempre desbravando lugares e trilhas novas. O planeta Terra é enorme e fascinante, quero conhecê-lo ao máximo!

 

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